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O mercado de cavalos está mudando rapidamente. O perfil dos clientes do nosso mercado
está cada vez mais mudado em vários aspectos.
Todos nós, prestadores de serviços, empresas,
fabricantes de produtos, e profissionais do ramo estamos tendo que nos adaptar a este novo
cliente, ou a esta nova maneira destes clientes participarem deste mercado.
Estas mudanças são
principalmente notadas a partir do momento em que vemos um aumento muito significativo do que
chamamos de “usuários do Cavalo”, ou seja, aquele que quer ter 1 ou 2 cavalos para seu
divertimento, seu lazer, seu hobby, ou aqueles que montam somente por lazer.
Muitos podem dizer
que estas pessoas sempre existiram e é verdade.
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O que mudou na realidade é o que estas
pessoas querem no momento em que estamos vivendo. E a resposta é simples e direta: querem
conhecer, saber mais, querem ser informados sobre tudo o que envolve cavalos, além dos seus
cavalos.
Querem poder ter acesso à informação de qualidade, querem discutir e conversar com
profissionais, querem aprender. Isto parece meio óbvio, a partir do momento em que pensamos
que para se ter um cavalo tem de se entender de cavalos. Isto é uma meia verdade. Houve umaépoca que quem tinha cavalos não queria saber muito de cavalos, mas sim dos seus cavalos.
Era
fácil para o veterinário, para o cavaleiro, para o prestador de serviço ou para o vendedor, pois o
apelo “seu cavalo” era muito forte. Ainda continua sendo, mas não tão fácil como antes. Nós,
profissionais do cavalo, temos um concorrente escondido em tudo isto: a pesquisa via internet.
Hoje os proprietários de cavalos têm em suas mãos uma ferramenta importante, mas ao mesmo
tempo perigosa. Conseguem a informação que desejam em um simples site de buscas.
Mas, esta
informação vem sem filtro, sem uma garantia de qualidade. Ao mesmo tempo, como estes
proprietários são leigos em muitos assuntos, em muitos casos adotam aquela informação sem filtro
como a correta, já que eles não possuem a referência correta do assunto. Vemos isto todos os
dias. É um fato e não uma idéia ou suposição. Então, se o mundo é feito mais de perguntas do que
de respostas, temos que dar as respostas e os serviços corretos e honestos aos proprietários de
cavalos. Ainda vemos empresas e profissionais que não se atentaram para estas mudanças e
pensam, por exemplo, que os proprietários não podem participar de certos cursos, que não podem
conhecer muito a fundo certos assuntos, e que principalmente escondem informações que
posteriormente estes proprietários vão descobrir.
O mundo dos cavalos vem mudando. Nós profissionais temos que saber em que mercado
atuamos, independentemente do nível de cavalos ou clientes que atendemos ou prestamos
serviços. Trabalhamos com aspectos técnicos sim, mas trabalhamos principalmente com o
entretenimento, que deve ter o profissionalismo necessário. Sim, entretenimento mesmo para um
cavaleiro olímpico, que salta um cavalo de um proprietário que tem este cavalo para seu
entretenimento.
Este fator abraça todas as raças, modalidades, categorias e níveis técnicos.
Sempre iremos voltar ao entretenimento. O problema disso é que enquanto os profissionais do
cavalo não associarem entretenimento com profissionalismo, enquanto não aplicarem técnicas de
marketing, gestão, liderança, enquanto não se nivelarem por cima, com as óbvias exceções,
estarão sempre querendo esconder informação, bloquear o proprietário de conhecer mais sobre
tudo que envolve cavalos, fazendo os chamados “leilões de preços” e continuarão a reclamar que
trabalhar com cavalos é difícil, que os proprietários são chatos, e que somente por muita paixão se
trabalha com cavalos...
Semana de
28 de Junho a 4 de Julho de 2009.
www.universidadedocavalo.com.br
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